terça-feira, 5 de julho de 2011

ANTES, O SILÊNCIO.


Êxodo 33:11 "O SENHOR Deus falava com Moisés face a face, como alguém que conversa com um amigo". 

 Dias barulhentos estes que vivemos. A poluição sonora é tão ou mais grave que a ambiental, visto que ela também promove a extinção de espécies valiosas, e dentre elas, sente-se a falta daqueles que apreciam o silêncio reflexivo.

 Ontem, fiquei estupefato com uma solicitação que recebi de um cristão evangélico. Pediram-me para elaborar uma "bela" oração para que se usasse nos momentos de refeição. Pensei comigo: "Onde estar a espontaneidade em falar com Deus? Em que momento nossa relação com Deus perdeu a intimidade? Por que se pensa que é preciso falar alguma coisa?" 

Textos semelhantes ao mencionado acima, deveriam fazer-nos compreender nossa relação com Deus nos moldes de uma verdadeira amizade. Sim, amizade, e daquelas que não faltam assuntos nos encontros; daquelas que sempre se tem o que dizer, ainda que não se diga nada.  Definitivamente, para com um amigo, não precisamos de versos prontos, nem de discursos pré-elaborados. Falamos com o coração, com as mãos, com os músculos da face, falamos até com o não falar, com o calar.

Deus é nosso amigo – o mais achegado que um irmão. Com ele, se te faltarem palavras, não digas nada. Não procures frases prontas nem orações decoradas, elas não serão fruto de tua relação com Ele. Se estiveres triste e não sabes o que dizer, fica em silêncio, teu Deus e teu amigo te conhece o suficiente para entender os contornos de tuas rugas faciais; se estás alegre, e por isso faltam-te palavras, descansa, o brilho dos teus olhos tagarelam aos Seus ouvidos. Alegra-te, Ele sempre te ouve!

Tenha uma semana recheada de diálogos prolixos com teu melhor amigo, que por sinal, é também teu Deus.

Pr. Robério Alexandre.   

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