“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” Mateus 16:24
Você é livre? Acredito que sua resposta vai orbitar em torno de um “Sim”. Vivemos em país democrático (ao menos, querem que assim acreditemos), e liberdade é uma valor muito valorizado entre nós. Mas, o conceito de liberdade que hoje se divulga pode ser uma barreira para o viver cristão. O Barão de Montesquie afirmava que Liberdade é o direito de fazer tudo aquilo que as leis permitem. O problema, no entanto é que cada vez mais as leis permitem “tudo”, liberando inclusive os homens de seu compromisso com a coletividade, com o bem comum, tornando-o um obcecado por si mesmo, um individualista libertino e hedonista. Em uma pesquisa na internet, encontrei uma frase de autor desconhecido que identificava a Liberdade com a Responsabilidade. Acredito que este autor se aproximou melhor do conceito da liberdade cristã. Ser cristão implica necessariamente em assumir responsabilidades coletivas e individuais.
No contexto do versículo acima, Jesus está explicando sua responsabilidade para com a humanidade. Para salva-la, era preciso que ele abrisse mão de sua liberdade, e abdicando de seu direito, optasse em voluntariamente ir a cruz (v.21). Aos discípulos, trazendo algumas perspectivas embutidas na decisão de segui-lo, ele diz: “Se alguém quer vir após mim” - O Chamado cristão é voluntário, indica disposição, opção. Nele não há um tolhimento forçoso da liberdade para obrigar-se a seguir Jesus. Ele não é um ditador, um tirano, um déspota, que usa de seu poder para manipular nossa vontade. Por outro lado, ao livremente optar em segui-lo, fica claro a necessidade do “negue-se a si mesmo”. O Chamado cristão é de abnegação, de renuncia. Assim como o próprio Cristo (Lucas 22:42), tem-se que abrir mão da pura vontade individual. Somente assim, pode-se assumir a convocação do “tome a sua cruz, e siga-me”. O Chamado cristão é de compromisso, de assimilação. Não se segue a Jesus de todo jeito. Há responsabilidades íntrinsecas nele. Há uma cruz que deve ser conduzida, e somente após ela podemos ser livres.
O Apóstolo Paulo diz: “Para liberdade foi que Cristo nos libertou...” Por Cristo, não fomos tornados livres para nós mesmos, mas fomos libertos para voluntariamente optarmos por sermos seus servos. Não quero ser livre... não ao menos com a liberdade do Barão de Montesquie, onde os “limites” são as leis humanas. Desejo a liberdade de ser escravo de Cristo, onde sua vontade é a verdade que liberta (João 8:32). E a sua vontade maior é que eu me ame (compromisso individual), e na mesma medida ame ao meu próximo (responsabilidade coletiva) , e acima de tudo, ame a Deus (sentido da vida).
Viva a verdadeira liberdade!
Tenha uma semana de plena liberdade, mas com muita responsabilidade.
Pr. Robério Alexandre

Pastor e querido amigo Robério. Seus textos, como sempre, me despertam para uma nova plataforma de entendimento, a qual, me deixa mais livre dos conceitos que a sociedade impõe ou impregna. Parabéns pelos belíssimos textos, que acredito serem inspirados por Deus. Obrigado por sempre compartilhar conosco tamanha pérola. Que Deus vos abençoe. Amém!
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