segunda-feira, 2 de maio de 2011

PRECISO CAMINHAR COM CERTEZAS, AINDA QUE INCERTAS.

Jó 19:25 “Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”.

II Timóteo 1:12 “Por esta razão sofro também estas coisas, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”.

A propaganda brasileira é mundialmente reconhecida e premiada pela sua qualidade e criatividade. Ultimamente, estar sendo veiculado um bom exemplar desta competência nacional numa propaganda sobre o canal Futura. O ponto de destaque da campanha é uma frase que afirma ser a história construída não pelas certezas, mas sim pela dúvida.
                A propaganda que usa bem as imagens, aliada ao texto primordialmente elaborado, consegue nos fazer refletir, e ainda mesmo concordar com a idéia “vendida”; afinal, o que seriam dos avanços humanos se não fossem os questionamentos.
                Concordo com a importância do questionar. Acho necessário rever conceitos. E as dúvidas, bem... elas sempre estarão conosco. Eu, entretanto, prefiro as certezas. E se me fosse dado o direito, trocaria a frase da campanha do Futura. Diria eu que quem move o mundo não são as dúvidas, mas a busca por certezas. As imprecisões promovem angustia, medo, insegurança, e a vida torna-se por demais sofrida com tais companhias; precisamos de um mínimo de certeza para poder torná-la mais agradável.
                As magníficas linhas poéticas da expressão de Jó, semelhante ao desabafo na narrativa paulina, são um claro exemplo do quanto necessitamos da certeza como âncora, ainda que ela esteja corroída pela insegurança. Jó, bem como Paulo, são homens que no passado experimentaram um lado ameno da vida, mas agora, ambos estavam esmagados pelos limites do corpo, da mente, da alma. Cheios de dor, havendo perdido o vigor físico, o aconchego dos abraços, e vislumbrando a brisa da morte, estes homens somente atravessaram o fio fino dos dias maus equilibrando-se com o auxílio da grande vara da certeza: “Pois eu sei que o meu Redentor vive”, “eu sei que ele se levantará”, “eu sei em quem tenho crido”, “eu sei que ele é poderoso para me guardar”. Após tais expressões, estes homens não deixaram de sofrer como que num passe de mágica, ou nem mesmo puderam escapar das garras da morte. Sua certeza não era afinal tão certa assim. Jó somente pode recuperar parte do que perdeu, seus filhos não ressuscitaram. Paulo acreditou num livramento que não ocorreu, ou num retorno breve de Jesus que não se deu. Mas, suas certezas incertas, foram para eles como que um bálsamo nos dias de dor.
                Não sou melhor que Jó, e não chego nem perto de Paulo. Careço, assim como eles, de certezas, ainda que estas não sejam tão certas assim. Sou manco, e certezas são muletas necessárias para mim. Certezas, e não dúvidas, são o que me movem. Dúvidas me paralisam.
                Caro amigo e irmão, busque certezas para sua vida. Saiba para onde ir, o que fazer, no que crer. Ainda que ao chegar no destino final descubra que você estava errado, pelo menos enquanto caminhava sua alma estava em paz. 

Um comentário:

  1. Sábias palavras irmão!
    De fato, são as certezas que nos movem! Precisamos delas prá continuar a busca. A certeza de que vou encontrar uma resposta pode me motivar a buscar, mesmo que essa resposta não seja a desejada. A certeza de que Jesus me ama me dá esperanças de vida e assim a vida vai se redesenhando com nossas "certezas".
    Um cheiro, Lúcia

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