terça-feira, 10 de maio de 2011

A DIFÍCIL ARTE DE AMADURECER

para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro”;
Efésios 4:14

 “Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia, contudo, sede criancinhas, mas adultos no entendimento”.
1Coríntios 14:20


A literatura mundial infanto-juvenil possui um clássico cujo personagem central “Peter Pan” encarna a historia de um eterno menino que vivendo na “Terra do Nunca”, enfrenta suas lutas contra o mal sem perder a alegria de viver, a ingenuidade e o romantismo, próprios da infância.

            Na difícil arte de amadurecer, combatendo na batalha que travamos em nossa “Terra da Vida Real”, multiplicam-se os “Capitães Gancho” que sorrateiramente planejam nosso fim, numa tentativa cruel de roubar-nos a pureza. E diferente do fictício personagem Peter Pan, não temos cá entre nós o auxílio de fadinhas apaixonadas (Sininho) e tão pouco possuímos a capacidade de voar para longe do perigo; assim, balançando no limiar entre tornar-se um “homem” embrutecido ou permanecer uma tola “criança”, quase sempre sucumbi em nós à criança, e então corremos o sério risco de no confronto com as males diários – cada dia traz o seu mal (Mt 6:34), sufocarmos os belos traços pueris de nosso caráter e numa horripilante metamorfose, assumirmos a identidade de um similar moderno do Homem das Cavernas. Entretanto, se o autor da nossa história não nos concedeu poderes mágicos, também não nos privou de ajuda. Em nosso enredo, se mantivermos a doçura e candura das crianças, poderemos desfrutar do auxílio poderoso do “apaixonado” Espírito Santo, e por seu intermédio, como no dizer do profeta, renovar-se-ão as nossas forças e alçaremos vôos com asas como águia (Is 40:31).

            “Não sejamos meninos”. É pertinente o conselho de Paulo. Não devemos nos esconder da dura realidade vivendo uma fantasia própria da literatura infantil. Não estamos na “Terra do Nunca”... e, portanto, temos que crescer. A maturidade é necessária! Para enfrentar-mos tantas adversidades destes dias maus, precisaremos de firmeza, convicções e fundamentos diante dos passos seguintes. Faz-se necessários desenrolar os horizontes, assumir posição no fronte, e fincar bandeira, e certamente, esta não é tarefa para “crianças”. Por outro lado, parafraseando certo revolucionário latino: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. Cresçamos e amadureçamos, pois esta é a lógica natural (Lc 1:80; 2:52), todavia, continuemos a ser como crianças... alegres, quase sempre ingênuos, românticos, e sempre acreditando.



Posso não ter carisma, mas não posso não ter caráter.
Pr. Robério Alexandre

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