segunda-feira, 16 de maio de 2011

A DIFÍCIL ARTE DE DECIDIR

“Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Josué 24:15

Uma das coisas mais difíceis da vida é decidir. Decidir por decidir, sem o peso da responsabilidade ou decidir na inexistência de maiores conseqüências é fácil. Neste contexto, todos os dias praticamos a arte de decidir;  e deliberamos quase que mecanicamente o que vestir, o que comer, que perfume usar, visto que semelhantes resoluções não implicam em possíveis problemas.

Mesmo quando temos certeza de qual decisão tomar pelo conhecimento prévio de seu resultado, ou pelo simples fato de não haver outras opções, ainda assim algumas decisões são difíceis, e nelas não se tem nenhum prazer. O que torna portanto uma decisão algo prazeroso ou difícil é o desenrolar de suas conseqüências.

No texto acima, acredito que Josué não titubeou para tomar e exigir posição. Apesar do peso da responsabilidade que repousava sobre seus ombros, Josué conhecia profundamente os caminhos e o destino inerentes a cada lado da decisão que precisaria ser tomada. As opções eram bem claras. Se o povo optasse por rejeitar a Deus e passasse a adorar os falsos deuses, teriam que arcar com as graves conseqüências já descritas na lei mosaica e também largamente difundidas na história recente do povo hebreu. Por outro lado, se a opção fosse em manter-se fiel a Jeová, Ele cumpriria suas promessas de benção e prosperidade sobre os leais. De posse deste conhecimento, Josué reclama uma postura definitiva do povo, e expõe a sua decisão: “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. A firmeza de Josué foi recompensada, e todos do povo que decidiram semelhantemente, obtiveram grandes vitórias.

O problema então se agrava para nós hoje na proporção do que conhecemos sobre o que é certo fazer, de como fazer, e quando fazer. Muitas de nossas encruzilhadas não vêm acompanhadas de manuais do tipo “parafuse e aperte” que facilitem nossos passos na tomada de decisão; não possuem histórico que lhe atestem jurisprudência comprovada, e o limite entre o certo e o errado vem se tornando microscópico. Há, portanto, uma grande probabilidade de errar-mos bastante em nossas decisões mais importantes. Para reduzirmos a abrangência das possibilidades de erros, podemos aprender com Josué sobre a arte de decidir. Antes que ele viesse adotar a posição que tomou no texto acima, Josué aprendeu no convívio com seu líder e mestre Moisés. Foi ouvindo alguém mais sábio, foi seguindo alguém mais preparado, foi obedecendo alguém mais experiente, foi vendo e refletindo as conseqüências das decisões de Moisés que Josué aprendeu humildemente a tomar decisões acertadas.

O Apostolo Paulo aconselhou aos cristãos romanos: “...não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” Na difícil arte de decidir, o primordial é ser humilde o suficiente para querer aprender. Devemos nos acercar de pessoas mais sábias, equilibradas, que com sua vivencia e maturidade, possam nos servir de referencial no momento de tomarmos, nós mesmos, nossas próprias decisões.

Decida hoje aprender. Decida hoje caminhar com os mais sábios, ouça-os, acompanhe-os de perto, reflita sobre suas experiências, se apodere do conhecimento, e então, decida você por você mesmo.     
           
  

Posso não ter carisma, mas não posso não ter caráter.
Pr. Robério Alexandre

Um comentário:

  1. Permacer no Velho é cômodo.
    Arriscar no Novo é arte difícil.
    A cada Decisão a ser tomada,é necessario matar os velhos conceitos(situação no texto)e deixar-se transformar pela Palavra de Deus,sem titubear pelas circunstãcias desfavoráveis, pois maior é o que está em nós.Jesus.Foi isso que Josué fez.
    Diana Marta

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