“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”.
Lamentações de Jeremias 3:21
Entretanto, não poderemos viver bem o presente enquanto não superarmos as dores do passado. Algumas pessoas amputadas desenvolvem a sensação de dor em membros que já não possuem mais. A agonia permanece mesmo na ausência de sua causa. Muitos náufragos ainda vivenciam a sensação de afogamento, mesmo estando em terra firme. É necessário então não mais tratar o físico, agora, à enfermidade está na mente, na alma, e tais fantasmas precisam ser exorcizados, deixados para traz. Livre-se das âncoras, serre as correntes, tire as amarras. Mas, para que essa tarefa seja bem sucedida, faz-se necessário, à medida que são arrancados os marcos de dor, trazer à tona as boas memórias e plantá-las em substituição. Assim, ao invés de uma floresta negra de más recordações, teremos um enorme pomar de boas e edificantes lembranças.
Pare, pense bem, você as possui. As boas memórias estão aí em algum lugar empoeirado do seu coração. Quantos dias felizes junto à família, quantos momentos gostosos ao lado dos amigos, quantas noites de prazer desfrutadas com seu conjugue, quantas experiências maravilhosas vividas na presença de Deus, e todas elas, como pedras preciosas, estão enterradas em nossas lembranças, prontas para serem garimpadas.
Não emoldure o sofrimento, não o coloque na parede de destaque do seu coração. Não deixe que o “pingo preto” chame mais sua atenção que todo o branco da folha. Preste atenção nestes espaços, pois eles podem significar momentos reluzentes já gravados em sua vida, ou oportunidades de escrever belos capítulos em sua história.
Mãos à obra... traga à tona aquilo que te pode trazer esperança.
“Posso não ter carisma... mas não posso não ter caráter”
Pr. Robério Alexandre

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