Lucas 1: 46 e 47 “Disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito alegrou-se em Deus meu Salvador”
Os primeiros dois capítulos de Lucas formam um relato maravilhoso da literatura cristã. A todo instante, nos versículos que compõe este primordial pedaço da bíblia, contemplamos os nuances da jornada cristã. Ali, o Dr. Lucas retrata a singeleza de uma moça judia dotada de uma fé robusta (Maria), à medida que ao seu lado, destacam-se pinceladas de dúvidas oriundas de um veterano da religião (Zacarias); podemos ler acerca de gigantes da fé, alguns deles nascendo para brilhar e marcar a história (João Batista e Jesus), outros, citados somente nos seus últimos dias de vida, para logo em seguida voltar ao anonimato (Ana e Simeão); ali, vemos pais que levaram em conta a vontade de Deus ao escolher o nome de seus filhos (Jesus e João), mas não vemos os filhos escolherem ao seu bel prazer o nome para por em seu deus. Nestes escritos, a esperança é aquecida em muitos lugares e de muitas maneiras: no Templo, na hora do culto; numa simples casa, no cotidiano de uma vila distante; nos campos, na fadiga do trabalho; ou numa bucólica manjedoura. A verdade é que nestes dois capítulos, a presença do Espírito Santo não se detém sobre os personagens históricos, mas ultrapassa a barreira da celulose e da tinta para fazer jorrar dentro de nós, meros leitores, todo o resplendor e vivacidade da mensagem cristã.
Neste final de semana, a leitura de Lucas 1 e 2 me emocionou profundamente. Pude compreender melhor que tanto os convictos quanto os duvidosos podem ser cheios da alegria do Espírito; percebi que anônimos ou famosos, todos tem lugar na história cristã; vibrei por saber que Deus se importa com quem somos, e embora sejamos tão comuns, para Ele, temos uma única identidade; chorei de alegria, pude contemplar um Deus que não se prende ao sacro, não se limita aos templos, não se reserva as circunstancias, momentos ou ocasiões, em diversos lugares e de muitas maneiras, ele se propõe a trazer “boas novas”.
Tenha uma semana repleta de “boas novas”
Pr. Robério Alexandre

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;Novas são a cada manhã;
ResponderExcluirEntendo o porquê, que tudo vem de DEUS é GRAÇA.
Pois,o que temos miseráveis humanos que somos,pra dar a Deus, por todas essas dádivas que Ele nos dá?