sexta-feira, 8 de abril de 2011

DESAFIOS NÃO SÃO UM MAL, MAS UMA NECESSIDADE


“E, sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14)

“Mas, naquela medida de perfeição a que já chegamos, nela prossigamos”. (Filipenses 3:16)


Algum tempo atrás preguei um sermão que teve como tema:  “Desafios para o amor cristão”. Vez por outra ainda fico chocado com as reações que temos quando somos desafiados, e o desafio aparenta ser por demais difícil. Objetivei discutir o tipo de amor parcial e relativo que temos vivido como cristãos, pois o verdadeiro amor implica em: 1. aceitar aqueles que falharam contra nós (Gn 45:4); 2. aceitar aqueles que são animosos em relação a nós (Mt 5:44); e 3. aceitar aqueles que não retribuem o amor recebido (Lc 6:32-34). Corretamente, nossa postura ante um desafio deveria ser de reflexão, de auto-avaliação e de ação. De reflexão porque precisamos analisar as bases do desafio e verificar quais são os objetivos nele embutidos; de auto-avaliação para que possamos perscrutar nosso interior e buscar enxergar  deficiências que estão sendo postas à prova; e finalmente de ação, porque se é construtivo e indicativo de que devo melhorar, então chegou a hora de passar para o plano das atitudes. 

Todavia, não é assim que funciona. Ao sermos desafiados, e se esse desafio é gigantesco, normalmente assumimos uma postura defensiva e extremamente restritiva. Acredito que assim o fazemos pelo forte senso de comodidade que possuímos, pois se estivermos abertos aos desafios, será necessário mover-se, e quase que sempre em um sentido contrário ou pelo menos diferente àquele que até então temos seguido.

Nós cristãos, somos constantemente desafiados a prosseguir numa trajetória rumo à semelhança com Cristo. É difícil? É, e muito! Mas somente será impossível para aqueles que rejeitarem o desafio e optarem por continuar parecendo consigo mesmos, ao invés de almejar e lutar por se aproximar do referencial maior que possuímos.

O desafio é positivo! Ele é necessário, pois mostra-nos que temos um longo caminho com possibilidades de aprendizado e conseqüente aperfeiçoamento; e o premio da jornada é nos tornar-mos cada vez mais semelhantes ao amado Mestre. Afinal, não é isso que queremos??!!!!!

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